A inflamação crônica pode aumentar o risco de uma série de doenças, a exemplo de câncer, rinite alérgica, artrite reumatoide e até Alzheimer. Segundo especialistas da Universidade de Harvard, nos EUA, a dieta pode ser uma grande aliada para combater a condição e, por isso, os experts listaram quatro grupos de alimentos com potencial anti-inflamatório.
“Os alimentos que comemos influenciam os tipos de bactérias que vivem em nosso intestino. Enquanto alguns estimulam o crescimento de bactérias que incentivam a inflamação, outros promovem o surgimento de micro-organismos que ajudam a suprimi-la e têm propriedades anti-inflamatórias“, explicaram, conforme publicou o portal espanhol Hola!.
Veja, abaixo, as indicações dos experts:
1. Frutas e vegetais de cores vivas
As frutas e os vegetais de cores vivas ocupam o topo da lista feita por Harvard. Os experts explicaram que essas opções dispõem de altos níveis de antioxidantes e polifenóis, substâncias que carregam teor anti-inflamatório. Outro benefício desses ativos é melhorar a função das células que revestem os vasos sanguíneos.
“Acredita-se que os antioxidantes em frutas e vegetais de cores vivas [tomates cozidos, cenouras, abóbora e brócolis] podem diminuir o efeito dos radicais livres, que danificam as células”, garantiu Lis Moore, nutricionista do Beth Israel Deaconess Medical Center, afiliado de Harvard.
2. Vegetais de folhas verdes
Não ficaria de fora do rol de Harvard os vegetais de folhas verdes, o que inclui couve, espinafre e agrião — eleito o alimento mais saudável do mundo, segundo mostrou uma pesquisa da William Paterson University, do estado norte-americano de Nova Jersey. Essas opções também são ricas em antioxidantes.
3. Óleos e peixes azuis
Compõem a listagem de peixes azuis: cavala; anchova, salmão, atum e sardinha. Essas opções, além do azeite e dos óleos de linhaça e canola, fornecem ao organismo os ácidos graxos ômega 3. Os cientistas de Harvard aconselharam incluir tais alimentos nas refeições por reduzirem a inflamação, prevenirem condições cardiovasculares e protegerem a saúde do cérebro.
4. Nozes e sementes
As nozes e sementes devem ser adicionadas ao plano alimentar na missão de combater a inflamação, conforme sugeriram os pesquisadores de Harvard. Há estudos da universidade estadunidense que mostraram os benefícios desses alimentos para a saúde. Quem os consome apresentou menor risco de diabetes e de doenças cardiovasculares.
De olho na alimentação!
Na avaliação dos pesquisadores da Universidade de Harvard, reduzir a inflamação com a dieta requer seguir um plano alimentar balanceado em vez de apostar somente em opções de forma independente. As refeições devem conter vegetais, frutas, peixes, grãos integrais e óleos saudáveis.
A nutricionista Liz Moore detalhou que os estudiosos notaram maiores evidências da diminuição da inflamação por meio de mudanças na dieta em determinadas condições. “É mais forte para artrite, a saúde gastrointestinal e cardíaca, e possivelmente para doenças autoimunes”, reforçou.
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