Lideranças de esquerda da Câmara falam que podem obstruir a sessão do plenário desta quarta-feira (10/4), que votará a manutenção da prisão do deputado Chiquinho Brazão, se sentirem que a Casa pode libertar o parlamentar.
A ideia foi defendida após lideranças de partidos do Centrão começaram a articular para libertar Brazão, com argumento de que a prisão preventiva do deputado, decidida pelo ministro Alexandre de Moraes, foi ilegal.
Parlamentares de esquerda, que defendem a manutenção da prisão, dizem que querem “sentir” o rumo da Câmara com a votação na Comissão de Constituição e Justiça, que também acontecerá nesta quarta-feira.
Caso sintam que a tendência é libertar Brazão, suspeito de ser um dos mandantes da morte de Marielle Franco, a ideia é utilizar as ferramentas de obstrução para tentar adiar a sessão e, assim, manter o deputado preso.
Entretanto, nas contas de lideranças de esquerda na noite de terça-feira (9/4), a prisão de Brazão deverá ser mantida “por um placar apertado”. São necessários 257 votos para que o parlamentar continue preso.
Uma das possibilidades é que parte dos deputados opte por não votar, como forma de demonstrar insatisfação com decisões recentes do Supremo. Caso não se alcance os 257 votos, Brazão será solto.