O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (18/3) que a religião tem sido manipulada de forma “vil e baixa” no país e que a fé não pode ser “instrumentalizada por um partido político ou um governo”.
A declaração foi dada após pesquisas de opinião apontarem uma maior rejeição do chefe do Executivo entre evangélicos. Durante a abertura da reunião ministerial, a primeira do ano, o petista falava da necessidade de consolidar a democracia para a reconstrução do país.
“Um país em que a religião não seja instrumentalizada por um partido político ou um governo. Que a fé seja exercitada na mais plena liberdade das pessoas que queiram exercê-la. A gente não pode compreender a religião sendo manipulada da forma vil e baixa como está sendo nesse país”, afirmou o presidente.
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Lula e a aproximação com evangélicos
O governo planeja ações para aproximar o presidente do público evangélico, segmento que tem forte afinidade com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
De acordo com a coluna Igor Gadelha, do Metrópoles, a ideia é construir uma agenda em comum entre o governo e os evangélicos, com temas em que haja consenso em áreas como proteção da família, segurança e assistência social.
Além disso, ministros querem incluir lideranças religiosas em conselhos do governo, e melhorar a comunicação entre o público.